EDUARDO BOTTURA condena CLEINALDO SIMÕES por falso testemunho e denunciação caluniosa

EDUARDO BOTTURA condena CLEINALDO SIMÕES por falso

testemunho e denunciação caluniosa

O assessor de imprensa Cleinaldo Simões, proprietário da

Cleinaldo Simões Assessoria de Comunicações, foi condenado

por falso testemunho e denunciação caluniosa.

A ação foi ajuizada em 2015 e foram necessários quase dois

anos, com quebras de sigilos junto ao Banco Central e

Receita Federal, com a expedição de cartas precatórias para

várias comarcas, para se encontrar Cleinaldo Simões.

Segundo o Juiz Marco Antonio Botto Muscari, da 4ª. Vara

Cível do Foro Regional de Jabaquara, em São Paulo,

Cleinaldo Simões praticou falso testemunho em depoimento

perante a polícia.

Segundo a sentença do Juiz Marco Antonio Botto Muscari,

Cleinaldo Simões praticou falso testemunho e concorreu para

denunciação caluniosa:

“Indaguei de Cleinaldo se tinha como provar serem verazes

as condutas que atribuiu ao autor (item 2 de fls. 2.150) e

ele curiosamente afirmou que estaríamos exorbitando "a

esfera de competência deste D. Juízo Cível" (item 2 de fls.

2.980).

Ora, ora.

O Juízo Criminal já definiu que não há responsabilidade de

Luiz Eduardo a apurar naquela seara. Desse modo, para

julgamento desta ação civil de reparação de danos morais,

seria relevantíssimo aferir se Cleinaldo fez acusações

falsas contra o engenheiro. Daí a indagação feita por mim

no item 2 de fls. 2.150.

Quem lê atentamente o depoimento referido acima, prestado a

Autoridade Policial, conclui que o jornalista atribuiu

condutas graves, criminosas até, ao autor deste feito. Se o

acusado nem sequer foi processado na esfera criminal

(inquérito arquivado, repita-se) e Cleinaldo não se mostra

disposto a provar a veracidade do que afirmou em seu

depoimento, resta apenas concluir que houve mesmo dano

moral indenizável. Sim, pois qualquer pessoa de bem a quem

se atribua injustamente o cometimento de ameaça sofre

arranhão em seu patrimônio ideal.” (processo n. 1050655-

31.2015.8.26.0002)

Segundo Eduardo Bottura, a próxima etapa, depois de uma

sentença reconhecendo a fraude, é a responsabilização

criminal e ética dos envolvidos.

EDUARDO BOTTURA

eb@webinvestlatam.com